quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O sexo tem espaço na sua agenda?

O sexo tem espaço na sua agenda?
“É preciso entrar em sintonia para ter um bom sexo e compensar a falta da explosão sexual de outros tempos”

30/08/2011 14:41

Cansados demais para o sexo?
São muitos os fatores que levam um casal a diminuir a frequência sexual nos primeiros três anos de convivência. Impossível não notar, porém, que a sobrecarga de atividades afeta diretamente o relacionamento íntimo. Por conta das agendas lotadas acaba sobrando pouco tempo e energia para o sexo.

O desencontro sexual passa a ser motivo de frustrações e desentendimentos. Os casais querem sim um bom sexo – como curtir fantasias, carícias e relações mais intensas –, mas acabam caindo na armadilha da “rapidinha”, que é a transa ligeira e sem muito empenho das partes.

A vida moderna nos faz crer que a quantidade de atividades que exercemos reflete a nossa utilidade e reconhecimento social – quanto mais, melhor. Achamos bacana comentar com os amigos a respeito dessa agitação e até nos sentimos estranhos quando temos tempo para relaxar.

O sexo exige disposição, bem-estar e desligamento das coisas do mundo. Muitos procuram a aproximação armando encontros com os amigos, o que não é eficiente. Isso pode realmente gerar momentos de muita descontração, mas não prepara os pares para um encontro sexual. É mais comum os dois chegarem cansados em casa depois de uma noitada, com sono, e até alcoolizados. Então só resta deitar e dormir.

O casal precisa incluir em sua vida semanal momentos para curtir juntos, como um bom papo, uma taça de vinho e muitos carinhos. É preciso entrar em sintonia para ter um bom sexo e compensar a falta da explosão sexual de outros tempos, quando tudo era novidade. É preciso entender que, após algum tempo de união, as pessoas precisam de estímulos para a motivação sexual e, dessa forma, o tempo para namorar é a melhor receita para manter o interesse.

A maioria dos casais entende o casamento como uma finalização do namoro, mas não é. Com o passar do tempo, boa parte do que havia no namoro vai se perdendo, como o beijo na boca, por exemplo. Aliás, o beijo é um ótimo termômetro: na medida em que ele diminui, a aproximação sexual também tende a cair.
http://delas.ig.com.br/colunistas/prazeresexo/o+sexo+tem+espaco+na+sua+agenda/c1597185628289.html

Adicción a la masturbación

Adicción a la masturbación

Adicción a la masturbación. Ante todo debemos dejar muy claro que la masturbación es una actividad sexual muy placentera y sana de la que no debemos avergonzarnos en ningún momento. Pero, como en cualquier otro caso, su adicción puede ser un problema importante al que debemos enfrentarnos.

Podemos definir la adicción a la masturbación como la necesidad compulsiva de masturbarse, hasta el punto de que el individuo pierde el control de sus actos. En el campo sexual se le podría equiparar con la adicción al porno, que hace que muchas personas no se puedan excitar sin visionar este material.

La adicción a la masturbación es muy diferente a lo que podría ser, por ejemplo, la dependencia de las drogas. Se trata de lo que se conoce como una adicción de ‘proceso’, es decir, la mente se acostumbra a que se liberen ciertos productos químicos, fruto de la estimulación que produce este acto. De esta manera, cada vez necesitamos masturbarnos más.

Una de las principales consecuencias de la adicción a la masturbación, es que se puede correr el peligro de que la actividad sexual normal no llegue a satisfacernos completamente y que nos acostumbremos a un tipo de placer demasiadocortoe intenso, como para disfrutarlo en pareja.

La manera más fácil de saber si somos adictos a la masturbación es tratar de evitarla. Si no podemos dejar de masturbarnos, ni siquiera un tiempo prudencial, significa que nos movemos en este campo de manera compulsiva y que necesitamos recibir ayuda externa, principalmente por parte de un experto en temas de sexología.
http://www.sexologia.net/31-08-2011/mujer/adiccion-a-la-masturbacion

Sesionará en Salta el primer Congreso Argentino de Sexología y Educación Sexual

Sesionará en Salta el primer Congreso Argentino de Sexología y Educación Sexual
MIÉRCOLES 31 DE AGOSTO DE 2011 - 06:22 H - ESCRITO POR REDACCIÓN IRUYA.COM

Sexo juvenil

Con el auspicio de la Secretaría de Turismo de la Municipalidad de Salta, se realizará mañana la apertura del 1º Congreso Argentino de Sexología y Educación Sexual y 1º Jornadas Salteñas de Educación Sexual y Sexología Clínica, actividades que son organizadas por la Asociación Argentina de Sexología.

Las deliberaciones tendrán lugar en el Círculo Médico de Salta, calle Urquiza 153, y darán comienzo a las 9 h. En la ocasión estarán presentes funcionarios municipales.

El congreso se extenderá hasta el próximo día 3 de septiembre y participarán prestigiosos profesionales nacionales e internacionales como Ricardo Cavalcanti (WAS), Teresita Blanco (FLASES), Andrés Caro (Uruguay), Alex Oxember (Chile), Raúl Belén, Luis M. Aller Atucha, Isabel Boschi, Norberto de Pozo, Silvia Darrichón, Silvia Mónica Gelsi, entre otros.

http://noticias.iruya.com/politica/municipal/10818-congreso-educacion-sexual-salta.html

Mulher insaciável bate recorde de orgasmo

Mulher insaciável bate recorde de orgasmo

Uma mulher de 28 anos bateu o recorde de orgasmos consecutivos ontem, no estado de Harward, EUA. O teste foi realizado na Universidade Federal de Harward.

Acompanhada por uma equipe médica, e com o auxilio de aparelhos, Mayra teve 102 orgasmos seguidos, quando estimulada no clitóris; o recorde anterior era de 81, obtido por uma polonesa em 1998.

De acordo com o resultado, os médicos poderão definir os fenômenos do Orgasmo feminino. "Os resultados foram impressionantes", declarou John Berdway, porta-voz da equipe médica que acompanhou o teste.

De acordo com a equipe médica, o intenso orgasmo obtido por Mayra não poderia ser obtido através do sexo normal com um homem."Geralmente, uma mulher não consegue obter mais do que 2 orgasmos em uma relação, lembramos que esse caso do teste é raro".



O teste também teve suas consequências negativas: Após o 50° orgasmo, a mulher perdeu totalmente os movimentos das pernas.



Veja o que ocorreu no corpo de Mayra em cada etapa:

1° orgasmo: Sensação de Intenso prazer. é o orgasmo mais intenso de toda a série;

5° orgasmo: Profundo relaxamento muscular;

10° orgasmo: A mulher perde a visão, em razão das fortes contrações musculares, e dos impulsos cardíacos, mas continua sentindo um prazer muito forte;

17° orgasmo: Perda dos movimentos dos braços.

29° orgasmo: Perda dos movimentos faciais;

36° orgasmo: A área cerebral destinada ao sexo funciona plenamente, e a sensação de prazer aumenta cada vez mais;

45° orgasmo: A vagina começa a ter impulsos involuntários muito fortes;

53° orgasmo: A mulher perde os movimentos da perna;

58° orgasmo: Mayra fica totalmente paralisada, toda a força do corpo vai para a vagina, que começa a latejar fortemente;

80° orgasmo: O corpo não tem mais forças para a sequência de orgasmos, os nervos da perna não respondem aos comandos cerebrais;

102° orgasmo: O coração bate a 161 bpm, e os médicos resolvem encerrar o teste.

Após o teste, Mayra ficará 3 dias em repouso absoluto, já que não consegue andar, até recuperar-se com uma alimentação rica em carboidratos.

Segundo Mayra "Foi uma sensação maravilhosa, jamais senti isso na minha vida".
(Fonte: http://forums.tibiabr.com)
http://www.ocontroledamente.com/2011/08/mulher-insaciavel-bate-recorde-de.html

Rituais e técnicas sexuais em diferentes sociedades

terça-feira, 30 de agosto de 2011
Rituais e técnicas sexuais em diferentes sociedades

Pesquisadores que investigaram os rituais de corte e técnicas sexuais em diferentes sociedades descobriram interessantes variações de comportamento entre os povos e/ou nações. Na maioria da vezes, o sexo é retratado sob o o ponto de vista masculino, nos mais antigos convites amorosos, considerando a mulher sempre tendo a função de objeto de desejo do homem. A mulher só muda de posição em algumas seitas Tântricas. As emoções sentidas pelos casais de diferentes sociedades pode variar de qualidade, se estende do amor e ternura passando de hostilidade para agressão.

É uma pequena surpresa. Os Papuas da tribo Dobu por exemplo, normalmente, raptam de propósito as mulheres da tribo inimiga. Portanto, há uma relação de amor e ódio entre o casal. O marido é amedrontado por sua mulher dia e noite.
Os membros da tribo Gousia, no sudoeste do Kenya, defendem um modo sádico de relacionamento sexual. A mulher tem que lutar com unhas e dentes durante a relação. O homem, por sua vez, tem maior prazer em abusá-la fisicamente; ele se diverte vendo-a gemendo e chorando devido aos abusos e dor infligidos.

Esse tipo de sexualidade é moldada durante a infância. Garotas são reprimidas se mostrarem interesse sexual prematuro, entretanto os garotos são reprimidos e encorajados alternadamente. Um rito especial faz parte dessa educação sexual. Logo após a circuncisão, os adolescentes são colocados num local isolado onde eles encontram garotas nuas da mesma idade. As garotas começam uma dança lasciva cujo objetivo principal é provocar ereção; a garota e o garoto que não conseguem passam por humilhação e galhofa.
A atitude com respeito as partes erógenas do corpo varia muito também. Os seios femininos atraem tanto europeus quanto africanos. Todavia, os seios femininos não provocam em nada os homens da tribo Mangaia da Polinésia. Eles acreditam que os seios só servem para amamentação.

Entre nativos do "Novo Mundo" e mesmo na África, o influência dos missionários cristãos alterou notavelmente o modo de encarar e praticar o sexo. Os europeus tratam esse assunto, desde tempos imemoriais, de uma maneira desconfortável, sob a ótica do "indecente". Nesse contexto é comum a preferência da abordagem da mulher por trás, de modo que os parceiros não se olham. Até o século XIX, os homens europeus tratavam a mulher como uma criatura assexuada e, assim, a mulher ocidental muito freqüentemente mentiu durante o sexo, fingindo indiferença.

Diferente dos homens europeus, o homem da tribo Mangaia é mais democrático no sexo. Eles acreditam que a mulher pode se movimentar a vontade durante o coito, e ambas as partes envolvidas podem fazer uma troca mútua até um orgasmo espetacular.
Esquisitices sexuais (inovações) e técnicas eróticas surgiram em sociedades em que o sexo é tratado com grande importância (Índia e China). A técnica as vezes tem qualidade de culto religioso. Uma antiga prática sexual chinesa se apresenta curiosa hoje em dia: de acordo com ela, o homem pode levar a mulher ao orgasmo sem ejaculação no processo. O objetivo é absorver a energia da mulher, o Yin - preservando-a, apropriando-se dela, enquanto guarda intacto o Yang ou seja, sua própria energia sexual. Quanto mais Yin ele absorve e preserva a sua parte Yang e mais forte o homem fica.

Fonte: Neocodex
http://dicasamorsemlimite.blogspot.com/2011/08/rituais-e-tecnicas-sexuais-em.html?zx=f33309384bcc10ed

Mulheres gordinhas são melhores de cama!

Mulheres gordinhas são melhores de cama!


Mulheres gordinhas fazem mais sexo, Mulheres Gordinhas São as Melhores de Cama.

A fabricante de camas Silent Night, financiou uma Pesquisa que descobriu que os Homens acham que mulheres Gordinhas são mais boas de cama do que as magras. O Estudo apontou que 89% dos homens pensam que ter uma parceira, que pelos atuais padrões estéticos, estão acima do peso, é uma idéia que os encanta. Mas a preferência não é só dos homens; 68% das Mulheres pesquisadas, disseram que homens pesados são melhores no Sexo. No Estudo, os Pesquisadores também descobriram que as Gordinhas, fazem 5 vezes mais peripécias do que as magras na Cama.

Outra Pesquisa, feita pelo neurocientista Steven PlateK, do Georgia Gwinnet College, USA, descobriu que quando os homens olham para uma Mulher Curvilínea, ativa no seu cérebro, a mesma área que também é ativada, quando se está sob o efeito de droga ou álcool.

Durante a Tomografia Computadorizada, foram distribuídas fotos de mulheres magras e gordinhas. As gordinhas ativaram mais a área ligada ao Sentimento de Recompensa. Segundo os cientistas, as curvas das Mulheres, estão diretamente associadas à fertilidade, geração de filhos e menor incidência de doenças. O Estudo apontou que corpos roliços, ativam áreas cerebrais que concentram a atenção do Homem a Mulheres com potencial de serem boas reprodutoras. Os cientistas disseram que mudanças na massa corporal somente ativam áreas associadas à Apreciação Visual e não à sensualidade. Agora Você sabe. Antes de Começar a fazer dieta, pense bem se não vai perder junto com os quilinhos extras, o Sex Appeal.
http://bonecodoidoweb.blogspot.com/2011/08/mulheres-gordinhas-sao-melhores-de-cama.html

Etiqueta sexual: evite mentir que ligará para ela no dia seguinte

Etiqueta sexual: evite mentir que ligará para ela no dia seguinte
Agrella/Freerangestock.com

Essa é uma reclamação comum de muitas mulheres. Aliás, a personagem principal da peça Divas No Divã, que ficou em cartaz vários anos em São Paulo, chegou a comentar num determinado momento que deveria existir a Associação das Mulheres que Esperaram Ligação no Dia Seguinte e Não Receberam para poder processar os homens.

Para aqueles que acham que todos os pegadores fazem isso sem problemas, repensem. O livro Guia Men’s Health Para O Melhor Sexo do Mundo (Editora Gente), que desvenda vários segredos para turbinar a vida sexual dos marmanjos, já aborda o assunto no primeiro capítulo.

De acordo com a obra, se o garanhão tiver realmente vontade de ligar, é recomendável fazê-lo em 24 horas. Aliás, é uma boa dica para as mulheres que ficam dias ou semanas, esperando um contato daquele homem maravilhoso que sumiu após uma tórrida noite de amor. Se a ligação não rolou no dia seguinte, talvez o mais recomendável seja fazer a fila andar e a catraca girar.

Os homens devem evitar as frases “eu telefono para você” ou “talvez a gente possa se ver novamente” se não for mesmo o desejo deles. Também não seja babaca de dizer “Olha, só para você saber: isso aqui não é nada sério.” É, no mínimo, indelicado. Mesmo que não tenha vontade de reencontrar a garota, mulher nenhuma gosta de sentir que não representou nada para um homem depois de dormir com ele.

Ainda, segundo o livro, se quiser ser uma possibilidade na agenda dela também, envie e-mail ou mensagem no celular dizendo o quanto a noite anterior foi maravilhosa e que ela pode se sentir à vontade para contatá-lo e fazer um replay.
http://amorsexoemuitomais.wordpress.com/2011/08/30/etiqueta-sexual-evite-mentir-e-dizer-que-vai-ligar-para-ela-no-dia-seguinte/

10 Dicas de Literatura Erótica

10 Dicas de Literatura Erótica

A literatura está repleta de erotismo. Autores discretos, safados, clássicos, contemporâneos… Literatura Erótica é sempre um presente de bom gosto, muito insinuante e atemporal. Pesquisando por aí, checando indicações ou remexendo na memória cheguei a esta pequena lista tentando mesclar autores e títulos consagrados, a nome e obras mais contemporâneas. É claro que é impossível fazer apenas uma lista, com tantas boas obras por aí, mas… Por hora ficam estas 10 dicas, mas os comentários estão abertos para mais indicações.
A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
Reza a lenda que A Casa dos Budas Ditosos, participação mais que representativa da Luxúria, escrita por João Ubaldo Ribeiro para a coleção Plenos Pecados da Editora Objetiva, é a transcrição dos originais relatos de CLB, uma senhora de 68 anos, nascida na Bahia, mas moradora do RJ, que viveu o sexo pelo prazer sem nenhum tabu ou culpa, que lhes foram entregues anonimamente em fitas. Verdade ou marketing? Quem vai saber… O que sabemos é que o livro não chega a ser sensual apesar do discurso erótico, mas através de relatos descritivos das experiências sexuais da personagem (que tem entre eles, menor seduzindo um adulto, incesto, sexo com garotos de programa, o casamento com um bissexual, surubas com religiosos…) nos leva à reflexão sobre temas tabus relacionados à sexualidade. Indico a resenha de Thiago Corrêa.
A Entrega, de Toni Bentley
Relato pessoal da autora, que catalogava suas experiências anais e colecionava as camisinhas usadas, que resultou no livro. Após um casamento fracassado e um bando de relacionamentos monogâmicos e experiências sexuais insatisfatórias, com A. (lembrei da sopa de letrinhas do meu antigo blog Me and My Secret Life) a autora experimenta uma experiência quase transcedental de redescoberta do prazer sexual e uma verdadeira viagem pessoal para dentro e fora de si, desencadeadas à partir dessa relação que mescla masoquismo e submissão, sobretudo o prazer com o sexo anal. Para saber mais sobre o livro, vale ler uma excelente resenha de Leônidas Pellegrini, no Digestivo Cultural, clicando aqui e também o site oficial da autora.
A Filosofia na Alcova, de Marquês de Sade
Difícil escolher apenas um livro na vasta obra do literato Marquês de Sade, um libertino tratado como marginal (e louco) por não adequar-se à moral da época. Se é para indicar um, nada melhor que este. Imagine uma apologia à liberdade individual, levando o conceito a um ponto tão extremo, onde qualquer crime ou pecado pode ser justificável com base no prazer, e desdenhar toda e qualquer restrição social?! A Filosofia na Alcova conta a história da educação sexual da jovem Eugénie de Mistival, tendo como mestres Madame de Saint-Ange e Dolmancé. As tais “lições” eram todos os tipos de práticas sexuais, com demonstrações práticas e orgasmos filosóficos, já que todo o tempo os personagens dialogam não só sobre sexo, mas também sobre assuntos como religião, política e direito. Indico a excelente resenha de Nemo Nox, resenha de onde tirei esta descrição.
A vida sexual de Catherine M. , de Catherine Millet
Homem x Mulher. Sexo x Amor. A gente cresce sendo condicionado a acreditar nas diferenças claras que sexualmente mulheres são diferentes dos homens por um tanto de coisas, mas sobretudo que homens fazem sexo com e sem amor, enquanto mulheres só fazem sexo por amor. Catherine Millet vai na contramão dessa história e mostra que é possível sim mulheres (ela) fazer sexo por sexo e narra de maneira “extremamente honesta” suas experiências sexuais as mais variadas possíveis (homens, mulhers, travesti, surubas…), sem maiores análises ou explicações. Sexo por sexo, porque sexo é ótimo! Indico a resenha de Ana Paula Ganzaroli, basta clicar aqui e saber um pouco mais de suas impressões sobre o livro.
Crash, de J.G. Ballard
Crash é um livro estranho (estranho é o fetiche do outro, lembram?). E isso porque, em uma narrativa em primeira pessoa, o autor relata (neste livro de 1973) explicitando cenas e sensações sinestesicamente com riqueza de detalhes, a existência de fetichistas, quase uma irmandade, de homens e mulheres que tem prazer em acidentes automobilísticos. A ponto de recriar cenas de acidentes, acrescentando o detalhe sexual. Uma verdadeira distorção e interpretação, onde o falo que penetra o corpo, passa a ser o ferro distorcido que dilacera a carne. A explicação é meio simplista porque é difícil explicar este enredo erótico/psicológico que assombra e excita. A obra já teve sua versão cinematográfica, não menos estranha, com direção de David Cronenberg e James Spader como protagonista. Também vale conferir.
História do Olho, de Georges Bataille
Um erotismo visceral. Em uma narrativa cheia de sutilezas e imagens extremamente eróticas e sensuais, o livro que não trata apenas de um olho (olhar?) em questão, mas de vários, mesclando em cada texto um erotismo requintado eventualmente atropelado por palavras mais cruas (“cu”, “merda”, “porra”…). Fetichismo, sadismo, masoquismo, voyeurismo, asfixia, psicopatia… O autor nos apresenta um banquete de perversões e prazeres que incomodam e excitam. Não é à toa que o livro encontra-se sempre no Top 10 da maioria dos amantes de literatura erótica. Quem um exemplo? Basta clicar aqui e ler um trecho completamente perturbador e excitante desta obra. Para saber mais do livro, clique aqui e leia a resenha de Enzo Potel.
História de O, de Pauline Reage
Eis um clássico da literatura sadomasoquista, não conheço uma submissa que não se derreta diante da História de O. Aliás, este livro está para as submissas assim como a Vênus das Peles para os submissos. E isso porque ao longo da história O – uma fotógrafa de moda pariesiense - é Dominada, vendada, humilhada, acorrentada, marcada e ainda por cima é treinada para ser uma verdadeira escrava sexual. Para ser usada no sexo oral, vaginal, anal… Ou o que for do desejo do seu Senhor. O mais interessante da história é que quanto mais O reage contra seus infortúnios, contra a tortura a qual é submetida, quanto mais ela luta contra esta “escravidão”, mais envolvida e excitada ela fica. Descobrindo um prazer inverso, um prazer onde a verdadeira liberdade está em não ter controle sobre si. Indico a resenha de Davi Lara, que explora um pouco mais do lado psicológico do livro.
O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence
Já comentei por aqui que O Amante de Lady Chatterley tem grande influência na minha formação como leitora safadinha porque ainda adolescente, e já apaixonada pela leitura, eu lia o que tinha ao meu alcance e como ele fazia parte do acervo do meu pai… Antes mesmo de saber o conteúdo, creio que o título me chamou atenção. Acho que um ponto a ressaltar é que o livro (e o autor) foi considerado transgressor em sua época, não só por contar a história de uma aristocrata que trai seu marido tendo um caso com o seu guarda-caças (este é o fio condutor da história), mas sobretudo por detalhar as cenas de sexo com riqueza de detalhes e lirismo. Em toda obra de Lawrence as paixões e o sexo são as forças que regem as relações, independente de idade, gênero ou condição social. Saiba mais sobre o livro e a obra do autor no site Cama na Rede, clicando aqui.
Trópico de Câncer, de Henry Miller
Mais um autor que é quase impossível indicar apenas um livro, pois toda a obra de Henry Miller é recheada de safadeza. Trópico de Câncer é seu primeiro livro e foi editado quando já tinha quase 50 anos. O autor, um putanheiro boêmio e literata, relata neste livro em um tom extremamente confessional suas aventuras sexuais com prostitutas, dando uma conotação ritualística, quase sacra ao ato sexual. O sexo relatado por Miller consegue ter uma linguagem clara, quase pornográfica, sem perder a essência de uma grande obra. O fato deste livro ter sido censurado em quase todos os países em que foi lançado, funcionou como marketing, pois aguçou a curiosidade dos leitores. Trópico de Câncer durante anos e anos foi considerado um referencial nas masturbações adolescentes, em um tempo onde não havia internet ou filme pornô. No entanto, sua obra é atemporal. Também indico o texto do Cama na Rede para saber mais sobre a obra e o autor.
100 escovadas antes de ir para a cama, de Melissa Paranello
100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama conta a história de uma adolescente, como tantas outras, que dos 15 aos 16 anos relatou em um diário suas desventuras sociais (que adolescente não se sente negligenciado?) e descobertas sexuais (atualmente cada vez mais precoces). O livro (que estou lendo) tem forte teor erótico, explícito até. Já escrevi por aqui sobre o filme baseado no livro, e também do quanto me senti tocada pelo enredo. Talvez porque já tive um diário, talvez porque apesar de amar e respeitar minha mãe eu tenha precisado viver minhas próprias experiências, não sei… Não tenho filhos, portanto, mesmo que eu imagine, sequer tenho noção de como seria educar alguém, preparar para o mundo, para a vida, para o sexo… Indico a leitura para pais, muito mais como alerta, do que pelo teor erótico em si.
http://www.avidasecreta.com/10-dicas-de-literatura-erotica/

10 Dicas de História em Quadrinhos Erótica

10 Dicas de História em Quadrinhos Erótica
Posted on 01 julho 2010. Tags: Alan Moore, carlos zéfiro, Celestino Pes, Fetiches, Franco Saudelli, Giovanna Casotto, Guido Crepax, História em Quadrinhos, HQ Erótica, Jean Pierre Enard, Jean-Claude Forest, Kate Worley, Melinda Gebbie, milo manara, Paolo Eleuterio Serpieri, quadrinhos, Reed Waller, Roberto Baldazzini
Quem pensa que história em quadrinhos é coisa de criança, está muito enganado. Dos “catecismos” de Carlos Zéfiro, ao sci-fi de Barbarella, as HQs eróticas são brincadeira de gente grande, isso sim! Entretenimento adulto da melhor qualidade.
Minha relação com HQs eróticas não passa de contatos imediatos onde folheei tais publicações em livrarias, fuxicando o acervo de algum amigo mais apaixonado pelo gênero, ou alguma coisa que fiz download aqui mesmo na net (que não tem 1/10 do charme da publicação original, diga-se de passagem).
Dia desses estava fazendo uma pequena lista do que é essencial na literatura de HQ erótica e cheguei aos nomes abaixo. É claro que tem muito mais coisa boa por aí e, para isso, os comentários ficarão disponíveis para mais dicas. Espero que gostem.
Catecismos, de Carlos Zéfiro

Durante os anos 50 a 70, revistinhas – conhecidas como catecismos por serem vendidas, para disfarçar, dentro de publicações religiosas – retratavam o cotidiano sexual do brasileiro da época. Senão o que vivia, o que fantasiava viver. Alcides Caminha, um funcionário público que se manteve no anonimato até bem pouco tempo, sob o pseudônimo de Carlos Zéfiro funcionou como um verdadeiro professor de educação sexual para a meninada da época. Segundo o desenhista, que também era compositor, nunca lhe rendeu fama ou dinheiro, tendo até já tomado calote. Hoje em dia, as publicações são obras de colecionador. Para os que tem curiosidade em conhecer a obra de Zéfiro, é possível encontrá-las em sites como este e este e vale também ler a entrevista que o autor concedeu a Luciléa Cordovil em fevereiro de 1992, ano da sua morte.
Barbarella, de Jean-Claude Forest
A heroína de Forest é uma aventureira espacial, extremamente linda, voluntariosa e sexy, é uma versão feminina de Flash Gordon com pitadas ninfomaníacas. Considerada a precursora de heroínas que unem fcção científica à safadeza. A mocinha sai de planeta em planeta, pacificando, sendo aprisionada, sempre com um mínimo de roupa e muito sexo. Barbarella foi considerada por alguns uma musa feminista, uma mulher que se apresenta em sua totalidade, decidindo sobre seus direitos e sua sexualidade. A obra foi imortalizada no cinema pelo cineasta francês Roger Vadin e personificada na telona pela belíssima Jane Fonda em sua melhor fase. Saiba mais clicando aqui e aqui
Valentina 65-66, de Guido Crepax

“Guido Crepax fez a Itália, e depois o mundo, se apaixonar por sua Valentina, uma fotógrafa descolada que vivia fantasias fetichistas. Bissexualidade, êxtase auto-erótico, sadomasoquismo e devaneios oníricos povoados de referências à Art Nouveau, um best-seller na Itália e Europa.” Assim Marcelo Naranjo cita esta obra, referencial para qualquer HQ-maníaco apaixonado por uma doce perversão, no site Universo HQ, que influenciou outros mestres como Milo Manara e Paolo Eleuteri Serpieri. Valentina começou discretamente como coadjuvante em uma série policial na revista Linus, mas logo uma mistura complexa de erotismo, alucinações e sonhos fez de Valentina uma das personagens mais importantes da HQ erótica. Saiba mais clicando aqui.
Druuna, de Paolo Eleuteri Serpieri
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Em um futuro distante, uma musa de belas formas – Druuna, considerada por alguns uma Barbarella bem nutrida – em nome do amor, trepa com todo tipo de homens, mulheres, monstros, robôs y otras cositas mas, na tentativa de obter um medicamento que irá curar seu amado – Shastar – de uma peste que transforma pecadores em monstros e posteriomente levá-los à morte. Eita que a mocinha tem disposição, hein? Inclusive para fantasiar com Lewis, uma cabeça num vidro que através de poderes telepáticos se comunica com Druuna através dos sonhos. Saiba mais clicando aqui .
Gullivera, de Milo Manara

Baseado o livro As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, a Gullivera de neste post aqui), golden shower apagadora de incêndio e ninfomaníacas sadomasocas. Uma verdadeira overdose de estímulos visuais safadinhos, onde a história pode até desandar de vez em quando, mas o tesão atiçado pelo traço deliciosamente sensual de Manara, não… Saiba mais sobre Gullivera clicando aqui
A Arte da Palmada, de Milo Manara e Jean Pierre Enard

Sem correr o risco de parecer repetitiva, indico mais uma vez Manara. Dessa vez, a história de uma cronista especializada em escândalos de celebridades que conhece em uma viagem de trem um homem que anota em um caderno suas aventuras sexuais. E durante o sono do moço, como boa fuxiqueira que é, começa a ler os relatos. O diferencial é que este homem narra em detalhes sua predileção por uma prática sexual relativamente incomum, as palmadas. Tanto dar quanto receber. É claro que a mocinha fica curiosa. Digamos que as experiências relatadas pelo moço expandem o horizonte sexual da mocinha deixando-a especialmente interessada… rs. Num texto bem conduzido, enxuto e levemente irônico de Jean Pierre Enard. Para saber mais sobre A arte da palmada, clique aqui
Omaha, a Stripper, de Reed Waller e Kate Worley

Este é para os fãs de Furry (ficção antropomórfica onde as personagens são animais com personalidades e características humanas). Omaha é uma gata, literalmente falando, e ganha a vida como stripper numa cidade corrompida. No começo dos anos 80, Omaha fez sucesso por seduzir o leitor pouco a pouco. Apresentada no formato novela, a cada edição da revista The Bizarre Sex, a gatinha, que a princípio era uma personagem secundária, fez tanto sucesso que migrou para revista própria. Parece que o charme da publicação era exatamente o realismo das cenas de sexo. Durante mais de dez anos foi possível observar a evolução da personagem, seu traço, do cartoon ao realista. Clique aqui para saber mais.
Chiara Rosenberg, de Roberto Baldazzini e Celestino Pes

Imaginem uma jovem judia casada com um católico, que vive uma relação sadomasoquista – FemDom – com seu amante? Imaginou? Este é o fio condutor de Chiara Rosenberg, de Roberto baldazzini e Celstino Pes. Acho que o diferencial desta personagem é que suas histórias são recheadas de romance e erotismo. Uma verdadeira ilustração da frase do meu querido Alessandro Martins, no 1° Is Internet For Porn? no Campus Party Brasil 2009: “É normal ser anormal”. As cenas de sadismo e Dominação psicológica são super sexies. Para os amantes de She-Male (travestis) aproveito para recomendar também Bayba, uma ninfomaníaca transsex que vive para agradar os homens, e Casa Howhard, a rotina apimentada de uma “república” de “bonecas”, o interessante é que nesta história, até o faxineiro é transsex. Para saber mais de Chiara Rosenberg, clique aqui e mais sobre Baldazzini clique aqui.
Lost Girls, de Alan Moore e Melinda Gebbie

Como seria a vida sexual de três heroínas do mundo mágico infantil (de ficção) do século XIX e início do século XX – Alice (a do País das Maravilhos), Wendy (de Peter Pan) e Doroty (do Mágico de Oz) depois de crescidas? Alan Moore viajou nesta idéia e escreveu Lost Girls, que com o suave traço de Melinda Gebbie, transformou-se em uma obra primorosa do erotismo em HQs. Na visão de Alan Moore, um encontro ao acaso, onde três mulheres compartilham relatos de experiências eróticas. Como disse Cláudia Motta em sua resenha, após ter ganho o livro em uma promoção aqui no A Vida Secreta, é algo “gostoso de ler, desafiante por nos fazer rever as histórias nos forçando a enxergá-las sobre um outro prisma, é altamente erótico tanto pelas ilustrações quanto pelas falas. (…) Cheio de simbolismos que a cada nova leitura descobrimos mais e mais detalhes que não havíamos percebido, para quem não leu só posso dizer que vale muito a pena nos propicia uma viagem eroticamente intelectual “ Leia a resenha completa clicando aqui.
(outra resenha bacana pode ser encontrada no site Omelete, aqui.)
La Bionda, de Franco Saudelli

Franco Saudelli é fotógrafo e quadrinista, o que me fascina em sua obra é a paixão pervertida por Dominação, pés e bondage, inserida aqui e ali com muita sensualidade. Resolvi citar La Bionda (A Loira, inspirada na atriz Kathleen Turner em seus áureos tempos), por tratar-se da obra que ele resolveu soltar a franga e mostrar plenamente sua paixão pelo fetiche. Há quem diga que a personagem foi apenas uma desculpa dele para contratar modelos para amarrar, amordaçar e desenhar as moças em situação de desespero com os pezinhos de fora. A Loira, uma ladra super sexy que usa saltos e uma pequena máscara negra, nasceu como parte integrante da revista Comic Art. O mais curioso, é que não se trata de quadrinhos especificamente eróticos. A história é repleta de ação e bom humor, a nudez, ou seminudez, é sempre fruto de situações acidentais ou cotidianas. Uma curiosidade sobre La Bionda é que Giovanna Casotto (já comentada por aqui), uma das poucas mulheres que conheço a fazer HQs eróticas, foi modelo de Saudelli e, mais tarde, sua companheira por quatro anos. Mais sobre Franco Saudelli e La Bionda cliquem aqui e aqui (texto bem completo, mas em italiano).
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B. - who has written 1260 posts on A Vida Secreta.
B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.
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Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos

Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos
Posted on 07 fevereiro 2011. Tags: Bissexual - Bissexualidade, Homossexual - Homossexualidade, LGBT, Sexualidade
Neste domingo o Diário do Grande ABC trouxe bons textos relacionados à Sexualidade. “Faz parte da Nossa História“, de Marcela Munhoz, e “Filmes e Novelas Transpiram Sexualidade“, de Ângela Correa. Indico a leitura integral de ambos (links no final do post), mas resolvi fazer uma pequena colcha de retalhos, dar também meus pitacos e comentar um pouco o que já foi muito bem abordado lá.
O Que é Sexualidade?
Sexualidade não significa apenas sexo. “Implica em dimensões variadas, sendo mais do que o genital ou para reprodução”. Refere-se a um conjunto de características psicológicas e comportamentais que define o sexo de uma pessoa, mas também envolve diferenças anatômicas, gênero (masculino e feminino), afetividade que cria laços com o outro, relação com o ambiente, produzindo identidades únicas.
Citação de Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo, do Instituto Paulista de Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar de desde sempre a sexualidade humana ser um tema relevante, sempre foi também extremamente controverso. O contexto social foi preponderante no entendimento da mesma.
A Homossexualidade na História
A homossexualidade, por exemplo, cujo conceito como é hoje sequer existia, ao longo de diferentes épocas já foi tanto promovida quanto repudiada.
Na Grécia antiga, é sabido que o relacionamento homossexual entre mestres e tutelados – inclusive a pederastia - era extremamente comum. No entanto, em 1895 Oscar Wilde, autor de O Retrato de Dorian Grey, foi julgado e condenado a dois anos com trabalhos forçados por “cometer atos imorais com diversos rapazes”.
Mudam os tempos, muda a maneira de ver um mesmo tema.

Cenas do filme Alexander, com Colin Farrel, em um tempo onde a bissexualidade masculina não era questionada.
Através de representações artísticas, é possível observar que desde a antiguidade a pluralidade sexual masculina sempre foi aceita (era muito comum o relacionamento sexual e afetivo entre guerreiros, independente de suas mulheres – que na contramão lhes era negada a manifestação de prazer – e filhos que ficavam para trás.
Alexandre – o Grande, dizem, foi um exemplo bem típico deste comportamento socio-sexual. Aliás, fica a dica do filme Alexandre, de 2004, que retratou não só as conquistas e glórias do grande conquistador, mas também sua sexualidade diversificada.
Período Clássico à parte… Vale lembrar que até 1973, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista de transtornos, a homossexualidade (outrora chamada de homossexualismo) era considerada uma doença.
A Sexualidade e as Leis
E tão logo a sociedade se organizou, surgiram as leis, leis criadas pelos poderosos (Religião e Governo) para agradar suas necessidades.
O Código de Hamurabi, conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta de 1.700 a.C, pelo rei Hamurabi. Entre as leis, uma determinava que o casamento do homem seria com uma única mulher e que só poderia tomar uma segunda esposa se a primeira fosse estéril.
Citação de Peter Stearns, historiador Norte Americano, autor do livro História da Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar disso ter mudado aqui e ali, até os dias de hoje ainda é o poder (e nessa vale Executivo, Legislativo e também Religião) quem dita as leis do pode ou não pode do sexo. Da validação do nome de transsexuais, direito à adoção de orfãos por homossexuais, à eterna luta pela legitimação da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Ah, esses poderosos…
A Homossexualidade no Cinema
E o tema que ao longo dos anos sempre foi meio marginal, à partir dos anos 70 passou a ser recorrente no circuito comercial. Á princípio, com ares de drama extremamente velado em Um Dia de Cão (1975), indicado a seis Oscars e ganhador de uma por melhor roteiro original. Neste filme a motivação do assalto era conseguir dinheiro para a mudança de sexo do amante homossexual de um dos assaltantes e foi baseado em fatos reais.
Mas foi posteriormente, com ares de pastelão (A Gaiola das Loucas, 1978, inclusive com indicações ao Oscar), o que provavelmente foi um facilitador, afinal o humor sempre abre portas para os temas mais diversos que o tema ganhou o circuitão. Até então, a homossexualidade não havia sido retratada como um relacionamento natural, estável e saudável entre duas pessoas, havia sempre uma conotação de promiscuidade ou doença.
Desde então o cinema tem flertado aqui e ali com personagens homossexuais. Nota especial para o excelente As Horas (2003), baseado na obra Mrs Dalloway de Virgínia Wolf, onde a homossexualidade feminina é abordada em três histórias que se confundem, mesmo sendo contadas em diferentes épocas (anos 20, 2ª Guerra e dias atuais) e contextos sociais.
No entanto, foi em 2005, com Brokeback Mountain, do diretor Ang Lee, que o cinema revolucionou contando a história de amor de dois cowboys (entre 1963 e 1981) e abriu ao mundo o tema sem tabus. Sendo, inclusive, indicado a oito Oscars e vencedor de três.
E depois da bela e triste historia de amor de Brokeback Mountain, outras histórias foram contadas, outros aspectos sociais. É o caso de Milk (2008), que conta a história da campanha do primeiro político assumidamente gay dos Estados Unidos.
Ou do recente Minhas Mães e Meu Pai (2010), ainda em cartaz, onde um casal de lésbicas decide ter filhos através de inseminação artificial, engravidam de um mesmo doador e, anos mais tarde, seus filhos decidem conhecer o doador/pai biológico.
Ou seja, mudam os tempos, mudam os conflitos, mas o assunto nunca sai de evidência. Acredito que quanto maior o debate, maior a reflexão e as mudanças.

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Citações:
Faz parte da Nossa História – http://www.dgabc.com.br/News/5864271/faz-parte-da-nossa-historia.aspx
Filmes e Novelas Transpiram Sexualidade – http://www.dgabc.com.br/News/5864270/filmes-e-novelas-transpiram-sexualidade.aspx
Oscar Wilde – http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde
Alexandre, O Grande – http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande
Um Dia de Cão – http://pt.wikipedia.org/wiki/Um_Dia_de_C%C3%A3o
Brokeback Mountain – http://pt.wikipedia.org/wiki/Brokeback_mountain
A Gaiola das Loucas – http://pt.wikipedia.org/wiki/La_cage_aux_folles_(filme)
As Horas – http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Horas_(filme)
Milk – http://pt.wikipedia.org/wiki/Milk
Minhas mães e meu pai – http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Kids_Are_All_Right
http://www.avidasecreta.com/sexualidade-e-homossexualidade-atraves-dos-tempos/

A Arte de Sedução das Mulheres

A Arte de Sedução das Mulheres

A arte da sedução tem se transformado com a vida moderna e rápida. As mulheres têm deixado um pouco de lado essa arte milenar por culpa da vida atribulada.
“Com a modernidade, a mulher precisou desenvolver múltiplos papéis e, por conta disto, teve que enfrentar enormes desafios”. Isso significa deixar um pouco de lado as armas da conquista e investir em outras frentes.
A trajetória feminina numa sociedade tão masculinizada e entre a aceitação no mercado de trabalho, as triplas jornadas e a necessidade incessante de aprovação, o lado sedutor foi ficando em segundo ou terceiro plano. “A mulher precisou desenvolver novas posturas, até como um mecanismo de defesa para poder viver e sobreviver neste novo espaço”.
As questões ligadas à sedução passaram a ter diferentes formas de expressão, mas não deixaram de existir. “O que aconteceu foi uma transformação necessária e cultural para que esta mulher pudesse se ‘autorizar’ a investir em outros papéis e viver diferentes sonhos ou pesadelos. Mas a sedução faz parte e sempre estará presente nas relações humanas”.
E no meio de tudo isso, a mulher sabe bem o que o homem deseja quando o assunto é sedução. A maioria tem noção de que não se trata apenas do físico e que sim, há algo mais misterioso da ordem do encantamento, dos perfumes e das roupas. É o poder feminino, quase subliminar, na hora do jogo da sedução. Muitas vezes, mesmo sem querer e na correria do dia-a-dia, elas são mais sedutoras do que imaginam.
http://www.ocontroledamente.com/2011/06/arte-de-seducao-das-mulheres.html

Mais peso reduz sucesso da fertilização

Mais peso reduz sucesso da fertilização
Mulheres com sobrepeso e obesas tiveram piores resultados nas chances de engravidar por fertilização in vitro e de ter o bebê

Reuters Health* | 31/08/2011 11:09
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Foto: Reuters
Mulher obesa: menos chances de engravidar por FIV e de ter o bebê
Quanto mais pesada a mulher, maior será a dificuldade dela para engravidar e dar à luz um bebê por meio da técnica de fertilização in vitro (FIV). De acordo com um estudo liderado por Barbara Luke, da Michigan State University, nos Estados Unidos, as chances de perder o bebê também são mais frequentes entre as grávidas com sobrepeso e obesidade, quando comparadas com mulheres de peso normal.

Leia sobre a FIV no Guia da Fertilidade

Estudos anteriores já haviam mostrado piores resultados de FIV em mulheres mais pesadas, embora eles tenham provado que o peso extra foi diretamente responsável pelos problemas reprodutivos nessas mulheres.

"Falhas nos índices de sucesso do tratamento e de gravidez com o aumento de peso cresceram significativamente especialmente entre as mulheres acima do peso", escreveram Luke e seus colegas na revista científica Fertility and Sterility.

O grupo de pesquisadores colheu dados de um sistema de comunicação que inclui mais de 90% dos tratamentos de FIV feitos nos Estados Unidos – informações sobre os 150 mil ciclos de tratamento de fertilidade feitos em 2007 e 2008 em 361 clínicas daquele país.

Leia também
Fertilização: mais tentativas aumentam o sucesso?
O número ideal de óvulos para uma fertilização de sucesso
Fertilidade: quando mudar o tratamento?
Para cada ciclo, o sistema de informação incluída se o ciclo foi cancelado, se levou a uma gravidez, se a gravidez terminou em um aborto espontâneo, se terminou com um bebê natimorto, ou se a mulher deu à luz um bebê vivo.

Na maioria dos ciclos também estavam disponíveis dados sobre a altura e o peso das mulheres antes de iniciar o tratamento. Desde o início até o final do tratamento de fertilidade, as mulheres mais pesadas tiveram resultados piores.

"Sabemos que o excesso de peso e obesidade não são bons (para FIV), o problema é o quão ruim é isso e onde estão os efeitos ruins?" disse Brian Cooper, da clínica Mid-Iowa Fertility, em Clive – ele não esteve envolvido no estudo.

Cerca de 9% dos ciclos em mulheres com peso normal foram interrompidos precocemente, em comparação com 16% dos ciclos nas mais pesadas – aqueles com um índice de massa corporal superior a 50, o que equivale a uma mulher de 1,60m de altura com mais de 136kg.

Mulheres com peso normal tiveram uma chance de 43% de engravidar durante cada ciclo, utilizando os seus próprios óvulos para fertilização in vitro, em comparação com 36% das obesas. As taxas entre as mulheres com sobrepeso e as menos obesas ficaram entre essas duas percentagens.

Leia: Gravidez aos 40 é cada vez mais comum

Para as mulheres que engravidaram, a tendência continuou, com as mais gordas tendo quase o dobro de chances de perder o bebê quando comparadas a mulheres com peso normal. Para as mulheres com sobrepeso e obesidade que tentavam engravidar, mesmo uma pequena perda de peso ajuda, disse Howard McClamrock, um especialista em infertilidade da Universidade de Maryland, em Baltimore. Embora a pesquisa tenha apontado cada vez mais para uma conexão entre peso extra e piores resultados na FIV, a razão não é clara, aponta o especialista.

Uma explicação é de que excesso de gordura libere mais estrogênio, o que induz o cérebro a pensar que os ovários estão trabalhando quando eles na verdade não estão – isso faria com que o cérebro deixasse de fazer a sua parte para colocar os ovários para funcionar como deveriam, explica Cooper.

Luke e seus colegas lembraram que nos dados coletados para análise não haviam informações sobre fatores que podem afetar o sucesso da FIV, como estilo de vida ou dados sobre os parceiros dessas mulheres.

* Por Genevra Pittman

Liberdade Sexual

Liberdade Sexual

Muito se fala de liberdade sexual entre as mulheres. Sem dúvida, tivemos grandes avanços na manifestação do comportamento sexual entre o publico feminino. Mas será que realmente, após tantos anos de movimentos femininos podemos dizer que mudamos o referencial e que as mulheres estão livres para exercer sua sexualidade?

Vamos ver um pouco da história. Na Grécia Antiga Sócrates afirmava que as mulheres não eram inferiores, apenas lhes faltava um pouco de energia física e mental. Aristóteles dizia que a mulher seria um macho imperfeito, Platão questionava se as mulheres realmente possuíam alma, além de tantas outras referencias.

Na Roma antiga, as mulheres não eram consideradas cidadãs e somente podiam deixar o seu lar ao se casar. Passando da propriedade do pai para o marido. Existia em Roma três tipos de casamento: O confarreatio, festa mais eletizada, com grandes gastos; o Coemptio festa mais popular do povo e o Usus uma espécie de ficar sem compromisso até que depois de um ano de convivência junta o casal era considerado casado. Um detalhe importante: Se no Usus a mulher saísse de casa por mais de 3 dias a contagem de tempo iniciava e ela teria mais um ano para conviver junto, sem legalmente estar casada.

Na época antiga, a cultura do corpo era algo muito valorizada e homens e mulheres possuíam grande preocupação com os aspectos físicos. Obras expostas em museus que representam a época retratam muito bem isso. A ginástica era realizada na grécia antiga de forma nua e as pessoas podiam experessar mais livremente sua sexualidade. Havia na Olisbus, uma espécie de vibrador que era introduzido no canal da mulher e já se fazia uso de métodos anticonceptivos (óleo de oliva misturada com fezes de crocodilo). A prostituição era aceita.

Mas o que isso tudo tem com os tempos atuais? Se notarmos algumas semelhanças na questão do direito da mulher iremos ver que em algumas cidades, ( interior do Brasil) existe ainda muito preconceito em relação ao comportamento social da mulher, elas não podem isso, não podem aquilo e muitas donas de casa somente possuem o direito de servir ao seu marido e filhos, não possuindo vida social e autorização para viver mais livremente. Passam da mão do pai para a mão do marido, muitas vezes mais autoritário e ciumento, em algumas mulheres, devido ao preconceito religiosos, muitas devem manter seus casamentos até a morte e a família não aceita a separação do casal. Mesmo hoje eu vejo isso de forma direta em meu consultório, pacientes que são casadas e não gostam mais de suas relações e que não podem se separar do marido devido a família dela não autorizar.

O corpo físico, hoje em dia, também é uma grande procupação da mulher, que busca cirurgias e a química, em vez da ginástica (em muitos casos), para manter a forma. Não é atoa que o Brasil é recordista de cirurgia estética de seios. Em cidades mais litorâneas observa-se mais a exposição do corpo e com isso maior preocupação com o outro que está vendo, observanado e analisando o meu corpo.

Tudo bem, isso tudo é normal, acontece ao nosso redor todos os dias. Mas a grande pergunta é: será que a mulher ou o homem estão livres realmente para vivenciar sua sexualidade? Não acredito ainda nisto não, apesar de estarmos em pleno 2011, a mulher e o homem ainda permanecem enraizados em comportamentos sexuais para o outro. Aparecer bela para o outro quando na verdade não está se sentido bem, tentar passar uma imagem de uma pessoa liberal quando há grandes preconceitos em relação ao seu próprio comportamento e o do outro. Fingem orgasmos para agradar e perdem a virgindade para não perder o namorado. Seria isso liberdade?

Enquanto não se parar para discutir estes e outros tipos de comportamentos sociais e individuais; Enquanto não se estudar a sexualidade de forma ampla e democrática; Enquanto não entendermos que liberdade sexual não é apenas sair transando, mas sim poder dizer não quero, não vou, não faço, quero isso, faz assim etc. não termos o desejado, que é o prazer e o entendimento.

Liberdade sexual é responsabilidade. E como posso dizer que sou livre sexualmente quando não consigo ter orgasmos na cama, não consigo ter uma relação sexual sem medo de engravidar, porque não tomo pílula como deveria e não me cuido em relação a uma possível DST ou algo similar.

Vamos refletir mais sobre nossa sexualidade, está na hora. Somente nós podemos nos dar valor e somente a nós compete a felicidade. Não posso ter um casamento, um caso, um namoro feliz quando não me sinto feliz e livre comigo mesmo. (fonte: www.toquefeminino.com.br)

Você Participaria de um Triângulo Amoroso?

Você Participaria de um Triângulo Amoroso?

Um dos assuntos mais antigos dentro dos relacionamentos afetivos é o conhecido triangulo amoroso, e hoje você aprenderá algumas coisas que estão em oculto e que ninguém consegue desvendar.

O triângulo amoroso é uma subversão mental muito forte dentro do campo dos relacionamentos, e um indicativo muito forte de que o quociente emocional do elo de ligação entre as duas outras pontas do triangulo se encontra muito deficitário.

Toda pessoa que possui dois amores, na verdade não possui nenhum. Toda pessoa que busca se envolver emocionalmente com duas pessoas simultaneamente, na verdade não está a se envolver com nenhuma. Em suma, está a se enganar de forma muito nociva.

São duras as palavras que se seguirão, mas elas são necessárias, pois toda pessoa que se liga em um triangulo amoroso está emocional e mentalmente perturbada.

Uma das grandes motivações que leva uma pessoa a mover céus e terras para sustentar um triangulo amoroso é sendo um dos sete principais inibidores do potencial de sedução de qualquer pessoa, o MEDO DE PERDER O AMOR DE ALGUEM, porque o medo de perder o amor de alguém faz tanto homens como mulheres mutilarem a sua dignidade a tal ponto de se sujeitarem a todo tipo de condições humilhantes simplesmente para manter os parceiros ou as parceiras do seu lado.

Uma das principais causas da humanidade neste século desconhecer todas as nuances do termo felicidade, é deixarem-se consumir pelo medo, e, destarte, o medo já matou mais pessoas do que todas as guerras da história juntas e multiplicadas por 10.

Mas fica a pergunta, o que fazer se não há forças para dizer a eles ou dizer a elas que está acabado?

Detalhe, o que a pessoa tem que ter em mente é que não importa se é homem ou mulher, ninguém aceita dividir o que considera precioso, e mais dia ou menos dia a Divina Ordem Cósmica coloca as coisas no seu devido lugar, ou seja, se você não está disposto a se desfazer dos seus dois amores, o Universo arranjará alguém fiel para aquela pessoa que você mais gosta, e o seu destino estará selado para com momentos de angustia e solidão, pois não se pode brincar ou manipular o sentimento de qualquer pessoa que seja.

A lógica do amor é dois pensamentos convergidos em um só formarem uma unidade de vida, e toda vez que você insere uma terceira figura você dissolve quase que por completo o poder curativo do amor, e a tendência natural das coisas é você amar mais uma pessoa e menosprezar a outra, e detalhe, quem semeia ventos colhe tempestades.

Por fim a energia mental que é liberada de uma situação que constitui um triangulo amoroso é mais nociva que benéfica, porque toda fração de pensamento negativo de medo, duvida, angustia e ressentimento tem a tendência de trazer como um imã mais situações que venham a ampliar estas sensações, e a pessoa pode ficar imersa nas profundezas de seus ressentimentos que dificilmente conseguirá ver a luz na superfície. (fonte: www.artigos.com)

Sexomania

Sexomania

Quando falamos em sexomania, falamos também de compulsão sexual, falamos de um desejo sexual “incontrolável”, no qual a pessoa não consegue se autocontrolar e pensar: ‘Hoje quando chegar em casa vou seduzir minha parceira para transar desse jeito ou naquela posição’, ou ‘Quando sair do trabalho vou procurar aquela amiga, namorada ou garota de programa para fazer sexo com aquela fantasia’.

A pessoa com compulsão sexual apresenta dificuldade em ter um desejo e esperar para realizá-lo em outro momento. Ela passa a pensar compulsivamente em sexo e, com o passar do tempo, passa a ter atitudes cada vez mais compulsivas e imediatistas para realizar esse desejo.
Essa pessoa vive uma grande ansiedade, demonstrada por esses pensamentos, que acabam se transformando em excitação sexual. O compulsivo sexual pode buscar satisfação em qualquer atividade que esteja relacionada a sexo. Isso inclui masturbação, sexo virtual, pornografia e sexo por telefone. O compulsivo sexual nem sempre precisa procurar parceiros, embora isso também aconteça.

No inicio o desejo compulsivo pode até ser satisfeito com a masturbação. Mas se essa pessoa não for tratada com psicoterapia e muitas vezes acompanhamento psiquiátrico e medicação, ela pode vir a ter comportamentos compulsivos que a colocam cada vez mais em risco. Ela pode querer transar em qualquer lugar, seja no trabalho, na rua, na casa de alguém, no shopping... A pessoa busca qualquer um para realizar a satisfação da compulsão, muitas vezes seduzindo ou forçando sexo com amigos(as) parentes, indigentes, correndo o risco de doenças sexualmente transmissíveis e Aids.
É importante entender que o compulsivo não é aquele que premedita, que pensa e por isso ‘trai’ sua parceria, ele age, na maioria das vezes sem planejar, age com muita dificuldade de ter controle da compulsão.

Mas e os(as) parceiros(as) de uma pessoa com compulsão sexual?
Como devem agir?
Como ficam emocionalmente?
O parceiro(a) de um compulsivo sexual fica extremamente fragilizado e temeroso. Muitas vezes o conflito na relação é intenso, pois esse comportamento pode ser interpretado como uma atitude sacana, perversa ou de falta de caráter e é importantíssimo reconhecer que se trata de uma doença.
Segundo o psiquiatra norte-americano Martin Kafka, da Universidade de Harvard, os resultados de uma pesquisa realizada, diz que 95% dos indivíduos que sofrem com o aumento incontrolável da libido são homens. Acredita-se que essa diferença seja tão grande para o sexo masculino por questões de aprendizagem social e questões culturais, pois o homem é estimulado e valorizado desde a adolescência a viver uma sexualidade quantitativa como um sinal de virilidade.

É difícil para alguns homens assumirem que estão doentes. Muitos valorizam esse ímpeto sexual como sinal de masculinidade e só reconhecem a compulsão quando expostos a um grande risco ou depois de ter perdido a companheira, o apoio da família e muitas vezes o emprego.
A compulsão sexual costuma ocorrer na idade adulta, e considera-se que esses comportamentos devam estar ocorrendo por pelo menos seis meses para afirmar esse diagnóstico.
Para o parceiro(a) é muito importante entender que se trata de uma pessoa doente e que precisa ser tratada e acompanhada. As atitudes compulsivas de sexo nesse caso não significam uma traição, mas um ato sem controle.

Sei que é difícil esse entendimento, porque também há um questionamento de que se essa compulsão é doença, a expectativa de que o desejo que se imaginava ter sido despertado no outro por motivo de afeto e tesão, não eram nada além de um impulso incontrolável, e não um desejo de afeto ou de libido na relação.

O parceiro(a) de alguém com compulsão sexual, casado ou não, precisa também receber apoio psicoterapêutico, pois torna-se um codependente, pois ilusoriamente, por exemplo, para algumas mulheres, esse desejo sexual exagerado do parceiro costuma ser usado para alimentar a sua autoestima em sentir-se desejada.

Muitos parceiros de compulsivos parecem ter a ‘síndrome de super-herói', fazendo dessa relação uma proposta desafiadora de testar seu poder de ‘mudar’ o outro, de melhorá-lo ou até de curá-lo.
Na maioria das vezes essa atitude ‘heroica’ pode ser muito prejudicial. Alguém que se autodesafia, carregando uma ‘sensação interna’ de incapacidade, pode exercitar uma profecia autorrealizadora de ‘Eu nunca sou capaz de amar ou de ser amada(o) o suficiente para ter alguém’ e essa atitude é autodestrutiva.

Como tratar?

Para que a compulsão possa ser tratada, o primeiro passo é a própria pessoa perceber a necessidade de ajuda e seu parcerio(a) idem.
O tratamento, como já disse, é composto por acompanhamento psicológico e psiquiátrico. É necessário que o compulsivo aprenda a baixar e controlar a ansiedade. O psiquiatra pode prescrever medicamentos para ajudar a diminuir a libido, o impulso sexual e reduzir a ansiedade. Isso pode ajudar inclusive a reduzir o prazo da psicoterapia.
Existem também os grupos de autoajuda como o DASA - Dependentes de Amor e Sexo Anônimos. Esse grupo promove reuniões em muitas cidades do Brasil, onde as pessoas podem partilhar suas experiências com outras que também vivem o mesmo problema.
Se isso estiver ocorrendo com você, não espere mais tempo, procure ajuda para ter a possibilidade de aprender a desfrutar de prazer e afeto em suas relações.
Observação: Em casos de compulsão severa, onde podem ocorrer estupro, violência etc., a internação em clínica especializada pode ser necessária para o sucesso do tratamento. (fonte: www2.uol.com.br)

Orgasmo múltiplo: Privilégio feminino

Orgasmo múltiplo: Privilégio feminino

Definem-se Orgasmos Múltiplos aqueles picos de orgasmos (prazer sexual) que ocorrem em sequência, um imediatamente após o outro sem interrupção alguma. Logo, os orgasmos múltiplos não ocorrem nos homens, pois estes apresentam o período refratário, que é um impedimento fisiológico. Mesmo nas mulheres, não é um fenômeno muito frequente.

O orgasmo feminino é muito complexo e não apresenta somente um padrão. Pode ocorrer um único e intenso orgasmo, vários orgasmos de menor intensidade ou uma união dessas duas variações. É também comum a mulher confundir a sensação prazeirosa após o coito como se estivesse experimentando novos orgasmos.

Para o homem é difícil detectar se sua parceira teve vários orgasmos, principalmente se estes últimos não foram tão intensos. Por vezes percebem o orgasmo feminino pelo súbito aumento de contrações da vagina pressionando o próprio pênis. Em outras ocasiões, podem ser vítimas de um comportamento não recomendável por parte das mulheres que é a simulação do prazer. Parceiras que simulam o orgasmo tendem apenas a trazer complicações ao ajuste sexual do casal.

Os Múltiplos Orgasmos não são a regra geral e não definem por si só se a mulher tem mais, ou não, prazer quando comparada a outras com um único orgasmo. Também não se sabe se há alguma predisposição biológica ou emocional a apresentar tal tipo de resposta sexual.

O mito diz que a mulher multiorgásmica é mais fogosa e pode dar maior prazer ao homem, mas não há nenhuma evidência que comprove tal teoria, até porque muitas simulam o prazer sem a percepção do parceiro. O maior prazer do homem frente as supostas mulheres multiorgásmicas está, em grande parte, associado a fantasias de ele próprio ser um "super macho" capaz de levar a mulher às alturas no domínio do prazer. (fonte: www.abcdasaude.com.br)

Saiba o Que é Dispareunia Sexual

Saiba o Que é Dispareunia Sexual
O que é dispareunia?

A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres. A dor geralmente é sentida durante o ato sexual, mas pode ocorrer também antes e depois do intercurso. As mulheres podem descrever a dor como uma sensação superficial, ou até mesmo profunda; e a intensidade pode variar de um leve desconforto até uma forte dor aguda. É mais frequente do que se pensa, podendo atingir até 50% das mulheres com vida sexual ativa.

Para que o distúrbio seja denominado dispareunia, a dor deve provocar sofrimento ou dificuldade nas relações interpessoais e não ser causada exclusivamente pela falta de lubrificação vaginal, por vaginismo (contrações involuntárias dos músculos da vagina), por condições médicas gerais ou pela ação de substâncias ou medicamentos. A dispareunia leva frequentemente à rejeição ao ato sexual, com consequências graves para o relacionamento atual e comprometimento dos futuros, diminuindo o desejo sexual em diversos graus.

Quais são os tipos de dispareunia?

Podemos encontrar os seguintes tipos:

• Primária: quando acontece desde a primeira relação ou tentativa de relação sexual;
• Secundária: as relações sexuais eram normais e, a partir de determinada época, passaram a causar desconforto/dor;
• Situacional: a dispareunia ocorre apenas em determinadas ocasiões ou certos parceiros;
• Generalizada: a mulher é incapaz de conseguir qualquer tipo de penetração, sem que essa se acompanhe de desconforto.

O que causa a dispareunia?

A dispareunia pode ser causada por fatores orgânicos ou psicológicos. Importante destacar que o distúrbio se origina na interação de um conjunto de fatores e não de uma causa isolada. Destacamos os seguintes:

Fatores Orgânicos

• Infecções genitais, tais como candidíase (monilíase), tricomoníase etc.
• Doenças de pele que acometem a região genital: foliculite, pediculose púbica ("chato"), psoríase;
• Doenças sexualmente transmissíveis, como cancro mole, granuloma inguinal etc;
• Infecção ou irritação do clitóris;
• Doenças que acometem o ânus;
• Irritação ou infecção urinária;
• Nos homens, podemos destacar a fimose, doenças de pele, herpes genital, doenças do testículo e da próstata.

Fatores Psicológicos

• Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável;
• Crenças morais e religiosas muito rígidas;
• Educação repressora;
• Medos e tabus irracionais quanto ao contexto sexual;
• Falta de desejo em fazer sexo com o(a) parceiro(a);
• Medo de machucar o bebê, quando durante a gestação;
• Falta de informação;
• Traumas infantis relacionados à sexualidade;
• Sentimento de culpa na vivência da sexualidade.

Em uma relação sexual onde a mulher está preocupada, triste, assustada, sejam esses motivos desencadeados por fatores internos ou externos, ela não tem condições de se excitar. Para que isso ocorra, ela precisa estar bem, presente naquele momento da relação. Com a excitação ela ficará lubrificada, o que proporcionará conforto durante o ato em si.

Por outro lado, a mulher mal estimulada, com sentimentos ruins relacionados ao encontro sexual, não se excitará adequadamente. Sem excitação não haverá boa lubrificação, logo ela sentirá dor ao ser penetrada. Isso tornará a relação empobrecida, desgastada para o casal, e assim, os conflitos na relação se agravarão cada vez mais. A mulher, com medo de sentir dor novamente na relação, vai evitar o encontro sexual. E novamente o conflito poderá aparecer. Isso tenderá a se tornar um ciclo vicioso, no qual a dor gera medo, o medo gera tensão, e esta gera dor ainda maior.

Acho que tenho esse problema, o que devo fazer?

O primeiro passo é consultar um médico. No caso das mulheres, a maioria desses pacientes, o ginecologista é o primeiro profissional a ser consultado. O médico conversará com a paciente e tentará identificar fatores psicológicos e outros que possam estar afetando sua vida sexual. O exame físico completo ajudará na detecção de fatores orgânicos relevantes para o caso. Ele será capaz de fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento, podendo encaminhar a pacientes para outros profissionais, caso julgue necessário.

Como é feito o tratamento?

A consulta médica é de extrema importância porque ela será capaz de detectar possíveis fatores orgânicos, que poderão ser tratados. A abordagem dos fatores psicológicos pode ser feita por vários profissionais, sendo o mais indicado o terapeuta sexual.

O tratamento inclui a psicoterapia que tem como objetivo um maior conhecimento de si própria, de seu corpo, sua forma de lidar com o mundo. E, em geral, é muito agradável para a mulher. Pra ela se dar conta de como lida com o próprio corpo, alguns exercícios podem ser indicados; os quais podem ser feitos sozinhos mesmo e às vezes é o mais indicado, pois alguns parceiros podem atrapalhar o acompanhamento.

Por ser uma síndrome psicofisiológica – conjunto de problemas físicos e psicológicos -, não adianta olhar a mulher somente como um organismo ou somente como um ser psíquico. Os dois atuam juntos ao mesmo tempo. Assim, uma equipe de vários profissionais (ginecologista, urologista e psicoterapeuta) também se faz, na maioria das vezes, necessária. (fonte: http://www.boasaude.uol.com.br/)

Preliminares para esquentar uma relação

Preliminares para esquentar uma relação

Uma relação sexual é como uma dança, um ritual de acasalamento. Nesse contexto, o conjunto de carícias realizadas antes do ato sexual em si, chamada de preliminares, funciona como um aquecimento, uma agradável incursão no universo erótico do outro, que pode começar com um beijo ou um olhar e sem lugar certo para chegar.

Segundo o terapeuta e médico vibracional, Edurado Navarro, elas são fundamentais para o sexo. "Quando executadas em comum acordo e de bom grado, criam um padrão de harmonia no casal, além de preparar os corpos para o ato sexual". Assim, de acordo com o especialista, esses carinhos acabam funcionando como um despertar para cada célula do corpo, um aviso ao que está prestes a acontecer.

No entanto, a carência ou a reclamação em função da ausência de preliminares é quase uma unanimidade entre as mulheres. Para que as preliminares possam acontecer é necessário investir em si mesma e deixar isto bem claro para o companheiro. "As mulheres levam um tempo maior do que os homens para ficarem excitadas. Por isso, mesmo sem ter muita vontade no início, se permitam a troca de carícias, porque numa grande parte das vezes o desejo começa e aumenta na medida em que os carinhos esquentam", diz o especialista.

As preliminares podem acontecer em função do desejo criado antecipadamente ou podem ser o resultado de demonstrações de carinho e atração física. Seja qual for o caso, vale a pena se utilizar do conhecimento do parceiro para esquentar a relação.

Cada indivíduo reage à sua maneira a cada um dos estímulos, mas em geral, o corpo humano oferece pontos mais suscetíveis à estimulação sexual do que outros, as chamadas zonas erógenas. Elas podem ser de dois tipos: partes do corpo que possuem grande número de neurotransmissores ou partes do corpo que despertem um imaginário erótico, causando excitação pelo que representam mais do que pela sensação que causam. Por isto é tão importante saber do que lhe dá prazer e descobrir com o seu parceiro como ele se sente.

Visto desta forma, as preliminares funcionam tanto como um momento para o conhecimento mútuo quanto para exploração de novas sensações. "Quanto mais carinho e carícias, mais intimidade, mais envolvimento , mais desejo, e mais o corpo responde a esses estímulos. Além disso, adiar a penetração ajuda a diminuir a ansiedade e o nervosismo, que são muito comuns em homens com problemas de ereção e de ejaculação rápida."

Durante as preliminares o corpo todo está à disposição do imaginário erótico. É durante esse momento que os instintos e os sentidos devem ser provocados ao máximo para preparar o corpo biologicamente para a relação, como, por exemplo, através da produção e liberação dos hormônios. A testosterona, fundamental para o ato sexual tanto em homens como mulheres, é responsável pelo desejo.

O estrógeno, hormônio feminino, se encarrega da lubrificação das mucosas e do relaxamento dos músculos vaginais. Outros, como a adrenalina e a noradrenalina são responsáveis pela sensação de êxtase e felicidade que mantém o casal unido em um mesmo objetivo do início ao fim da relação sexual: sentir e dar prazer.

Neste sentido, as preliminares funcionam como um termômetro medindo quanto e o que cada um espera daquele ato. É natural numa relação a dois que, eventualmente, um queira algo e outro não.

Conceder tempo e dedicação às preliminares é também uma forma de um convencer o outro a entregar-se a um momento amoroso ou mais íntimo. É através dos toques e da estimulação dos sentidos que ambos podem se mostrar, ficando dispostos a se entregar ao prazer. (fonte: Minha Vida)

Ronco forte é um sintoma de impotência sexual, diz estudo

Ronco forte é um sintoma de impotência sexual, diz estudo

30/08/2011 | 11h18min
O comerciante Fernando Barbosa, de 45 anos, vai para a cama todas as noites com a sua mulher, Patrícia, mas quase sempre acorda sozinho. Cansada de perder o sono no meio da madrugada por causa do ensurdecedor ronco de seu marido, ela migra para o quarto dos filhos do casal. Lá é desconfortável, admite, mas, pelo menos, ela adormece.
Fernando não faz barulho sozinho. Estima-se que 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam, segundo a Associação Brasileira do Sono. E o índice chega a 60% deles e 40% delas, depois dos 60 anos.

Pior: a maioria sofre de apneia, paradas breves e repetidas da respiração no sono, mal que, além de cansaço e irritação, causa doenças circulatórias, pode levar ao infarto, a falhas de memória e à impotência.

Num estudo recente com 30 mil pacientes, médicos da Universidade West Virginia, nos Estados Unidos, constataram que o grupo que dormia cinco horas ou menos tinha risco duas vezes maior de doenças cardiovasculares, em comparação com indivíduos que dormiam as horas recomendadas (cerca de sete). Ficar na cama além da conta também é ruim. Aqueles que dormiam nove horas ou mais aumentavam em 1,57 vezes o risco de sofrer do coração, sobretudo com a idade. E especialistas alertam que as pistas de apneia do sono aparecem ainda na infância.

- Os pais devem estar atentos a crianças que respiram pela boca - alerta a neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. - Quanto mais cedo cuidar, menos chances de complicações.

Para os homens, porém, os médicos fazem um alerta importante: o ronco é um dos sinais mais frequentes de impotência.

Há poucos meses, o professor Evandro Carvalho, de 50 anos, ficou chateado ao ver a sua ereção falhar no ato sexual. Na ocasião, não deu muita importância e atribuiu o seu mau desempenho a um dia estressante na faculdade. Só que, recentemente, ele voltou a falhar em duas situações. Depois de consultar médicos, descobriu que seu desempenho sexual era causado pelas noites mal dormidas:

- Não sabia que o sono fragmentado poderia me deixar impotente.

Mas deixa sim, alerta a médica Dalva Poyares. A pesquisa Episono, do Instituto do Sono/Unifesp, sobre padrão e queixas de sono, mostrou que 17% dos homens se queixaram de disfunção erétil. E quanto mais distúrbios de sono e idade avançada, maior o risco. No estudo, os homens acima de 40 anos e com dificuldade de dormir tinham o dobro de risco de perda de potência sexual. Depois dos 50 anos, a chance quadruplica.

Entre os distúrbios do sono, a apneia é o mais grave. Isso porque a apneia altera a oxigenação e afeta a produção de óxido nítrico, essencial para a ereção. Quem sofre de apneia, desperta com frequência e tem pouca fase REM do sono, quando ocorrem os sonhos e as ereções são espontâneas. E essas ereções ajudam a manter o pênis funcionando bem. É como se fosse um treino, dizem médicos.

Mas apneia tem tratamento. O advogado Francisco Cruz, de 57 anos, acordava sobressaltado, engasgado e com falta de ar à noite. Com diagnóstico de apneia, ele procurou um especialista em sono. Sua qualidade vida melhorou muito, assim como o resultado de seus exames laboratoriais.

- Eu tinha a sensação de que morreria sufocado. Passava o dia cansado, sonolento, sem ânimo - conta Francisco, que já tentou de tudo para deixar de roncar, inclusive tiras adesivas dilatadoras de nariz e novidades como o spray antirronco, vendido livremente em farmácias.

Há quem tente resolver o problema de outra forma. Tradicionais redes de hotéis, como a Crowne Plaza, já testam quarto antirronco para casais. O ambiente tem paredes e camas com materiais que absorvem as altas frequências de sons, travesseiros que impedem que a pessoa se deite de costas e com recheios que criam campo magnético para "abrir as vias respiratórias". Tem também máquina de ruído branco, capaz de emitir frequências sonoras que neutralizam o som indesejado do roncador. A iniciativa de arquitetos é boa, dizem os médicos, mas o ronco segue com os hóspedes quando vão embora.

- Ronco e apneia são doenças e só mudar a arquitetura do quarto não resolve - diz Dalva Poyares, especialista em sono e do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.

Outra queixa pouco frequente pode ser desencadeada por sono fragmentado: a sexomnia, ou seja, o hábito de querer fazer sexo dormindo. E o maior problema é que o sonâmbulo nunca se lembra do assédio sexual, o que inclusive pode ter implicações jurídicas (na separação de um casal, por exemplo).

Há também aqueles que se masturbam dormindo. E o número de casos de sexomnia tende a crescer, já que período de sono na população está diminuindo. No Brasil não há estimativa, e quem acha que sofre do problema se sente constrangido em buscar ajuda. No tratamento, são usados medicamentos.

- Ainda desconhecemos a causa da sexomnia, mas é parente do sonambulismo - diz a doutora Dalva.

Segundo especialistas, a quantidade de sono necessária é característica individual, determinada geneticamente. Existe um grupo menor que tem descanso e sono adequados com apenas cinco horas, assim como há indivíduos que precisam de nove horas de sono. Mas a maior parte das pessoas fica bem com sete a oito horas de sono por noite.

A solução para o ronco e apneia dependerá de cada caso. Até porque essas queixas podem ter várias causas, como estreitamento de vias aéreas, relaxamento da musculatura da faringe, hipertrofia de amígdalas, palato alongado, língua volumosa, pescoço largo, queixo e maxila pequenos e excesso de peso.

- Nem todo roncador tem apneia. E a única maneira de esclarecer isto é o exame de polissonografia, que avalia a função respiratória do indivíduo enquanto ele dorme - explica a pneumologista Luciana Palombini, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Só depois da consulta, dos resultados dos exames laboratoriais (o mau funcionamento da tireoide e alterações hormonais, por exemplo, causam problemas no sono, lembra a doutora Andrea Bacelar) e da polissonografia pode-se traçar a estratégia de tratamento. Uma opção é o uso de aparelho bucal, em casos leves. Com essa prótese, o ar passa pela garganta mais aberta, e ainda coloca a mandíbula mais à frente, aliviando o ronco.

A medida mais eficaz em casos graves é o uso de máscara nasal durante o sono, as CPAP (sigla em inglês de pressão positiva contínua nas vias aéreas), que aumenta o fluxo de ar, melhorando a respiração. Antes, esses aparelhos eram grandes e desconfortáveis; hoje moldam-se ao rosto e cabem na palma da mão.

Em situações específicas, indica-se cirurgia. Como a moderna faringoplastia, que abre as vias aéreas, impedindo o fechamento da garganta. Apesar de eficaz, não se aplica a todos os casos.

Há ainda os sprays antirronco, compostos de óleos vegetais e hidratantes, que lubrificam pregas vocais e a garganta, mas os médicos duvidam da eficácia.

- Não indico o spray para ninguém, mesmo que diminua o atrito na garganta e o ronco. Ainda assim, o individuo pode ter apneias - comenta Luciana

Na tentativa de acabar com o ronco e a apneia, médicos pesquisam uma pílula para aliviar o estreitamento das vias aéreas, ainda sem muito sucesso. Nos testes em 39 voluntários, a pílula BGC20-0166, que atua melhorando o fluxo de ar, aliviou bastante o sintoma de apneia, mas novos estudos estão sendo realizados para medir a eficácia desse medicamento.

O Globo

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Casal é preso por fazer sexo oral em rua de Rolândia (PR)

30/08/2011 - 17h30
Casal é preso por fazer sexo oral em rua de Rolândia (PR)
DE SÃO PAULO

Um homem de 43 anos e uma mulher de 37 foram presos na noite de segunda-feira (29) em Rolândia (369 km de Curitiba) por praticar sexo oral em rua do bairro Vila Oliveira, vizinho à região central da cidade.

Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta de 22h. Várias pessoas que passavam pelo local viram a cena, e a polícia foi chamada.

De acordo com a polícia, o homem e a mulher foram orientados pelos policiais a parar com a prática, mas a ordem foi ignorada. Ainda segundo a PM, o casal, que apresentava sinais de embriaguez, resistiu à prisão e ofendeu os policiais.

Segundo a PM, o casal foi levado para a delegacia e liberado em seguida. Um termo circunstanciado de ocorrência (usado em crimes de menor relevância) foi feito pelos policiais. A ação foi registrada como ato obsceno e desacato à autoridade.

Teste positivo de HIV paralisa indústria pornô nos EUA

Teste positivo de HIV paralisa indústria pornô nos EUA

O ator pornô norte-americano Derrick Burts, que foi infectado pelo HIV
A indústria pornô de Los Angeles, principal polo de produção dos Estados Unidos, interrompeu suas atividades após um artista que participou de filmes eróticos ter feito um teste de HIV que teria produzido resultado positivo. A pessoa que integrou o elenco de um filme pornô não teve seu sexo ou nome divulgados e ainda será submetida a novos testes, a fim de confirmar o diagnóstico. Mas Diana Duke, a diretora-executiva da organização Free Speech Coalition, que representa a indústria pornô, disse que a ''moratória'' na produção durará até que se saiba se o ator ou atriz está de fato infectado e se teria ou não propagado o vírus.
Caso o diagnóstico venha a ser confirmado, a entidade vai pedir que os parceiros ou parceiras sexuais da pessoa que atuou nos filmes pornôs também sejam testados. A interrupção teria contado com a aprovação dos principais executivos de produtoras pornô e afeta a multibilionária indústria.
Segundo regras acatadas pelos próprios autores de filmes pornô, os atores precisam se submeter a testes mensais de HIV, mas não há qualquer pressão pelo uso de camisinhas.
Caso anterior
Não é a primeira vez que a indústria pornô americana enfrenta uma interrupção. Em 2010, o ator Derrick Burts foi diagnosticado como portador do vírus HIV.
Desde que contraiu o vírus, Burts passou a militar pelo uso de camisinhas por parte de integrantes dos elencos de filmes pornôs, uma bandeira que também passou a ser defendida por outros ex-atores pornô e pela entidade Aids Healthcare Foundation.
A organização pretende angariar assinaturas para pedir um plebiscito sobre o uso obrigatório de camisinhas para atores de filmes pornô. Serão necessárias mais de 41 mil assinaturas para que o pedido possa ir a plebiscito nas eleições de 2012.

Garotos de programa brasileiros são maioria em saunas na Espanha, diz ONG

12/08/2011 - 13h41
Garotos de programa brasileiros são maioria em saunas na Espanha, diz ONG

Jovens brasileiros dominam o mercado de prostituição masculina na Espanha, especialmente nas saunas gays de cidades como Madri, Barcelona e Ibiza, segundo uma pesquisa de uma ONG espanhola divulgada no início deste mês.

De acordo com o relatório do Coletivo de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais de Madri (Cogam), a prostituição masculina triplicou desde 2007, início da crise financeira que atinge o país.

Imagem da deetenção da primeira quadrilha de prostituição masculina na Espanha, em 2010
O documento afirma também que há diferenças nos esquemas de trabalho entre homens e mulheres estrangeiros que exercem a prostituição no país.

Ao contrário da maioria das mulheres, que muitas vezes são vítimas de quadrilhas de tráfico de pessoas e chegam ao país enganadas por falsas promessas de trabalho, em geral, estes homens já têm a intenção de trabalhar no setor e dispensam intermediários. Cerca de 85% deles se definem como heterossexuais.

"Constatamos um aumento significativo de brasileiros dedicando-se à prostituição na Espanha", disse à BBC Brasil um porta-voz da polícia espanhola.

"Mas como exercer a prostituição não é delito, não atuamos. A polícia só intervém quando se trata de uma quadrilha que obrigue as pessoas a se prostituir contra sua vontade. Temos inúmeros exemplos assim com mulheres brasileiras, mas com homens só uma vez, por enquanto", completou.

Em 2010, a polícia da Espanha capturou uma quadrilha que explorava a prostituição masculina e mantinha garotos de programa brasileiros em regime de cárcere privado.
Rotina de trabalho
De acordo com o Cogam, os locais de trabalho dos homens são divididos por nacionalidades - africanos (marroquinos, em sua maioria) e europeus do leste (romenos, russos e búlgaros) oferecem serviços nas ruas e os brasileiros controlam as saunas.

Nestas saunas, os homens que se prostituem pagam por dia para dormir em colchonetes ou mesas de massagens quando há poucos clientes.

"Cerca de 30% deles é menor de 20 anos. Isso nós comprovamos, mas sabemos que a maioria mente sobre idade porque os clientes querem rapazes cada vez mais jovens", disse à BBC Brasil a assistente social da Cruz Vermelha, Maria de Mar García, que investiga o setor e colaborou na elaboração do relatório.
Depressão
O relatório afirma ainda que é grande o número de casos de depressão e tendência ao suicídio entre os homens que trabalham nas saunas gays.

De acordo com especialistas, fatores como a quantidade de horas passadas em espaços sob luz quase inexistente, calor frequente e conflitos pessoais contribuem para uma síndrome que eles chamam de "bomba-relógio".

"(Eles) sentem repugnância pelo contato físico e, para poder evadir-se e manter a libido em condições de trabalho, apelam para o consumo de drogas. Quando o efeito passa, se envergonham e se maltratam emocionalmente. Dizem que suas famílias lhes repudiariam se vissem o que fazem", afirmou à BBC Brasil o psicólogo Jesus Bardo, um dos autores do documento.

Prostitutas de cidade alemã devem pagar imposto diário em caixa automático

30/08/2011 - 08h03
Prostitutas de cidade alemã devem pagar imposto diário em caixa automático
Em Berlim

Modelo de caixa eletrônico no qual as prostitutas de Bonn, na Alemanha, devem pagar a partir desta semana imposto diário noturno para trabalhar
As prostitutas que trabalham nas ruas da cidade alemã de Bonn, no oeste do país, devem pagar a partir desta semana imposto diário noturno para trabalhar.

A tarifa de €6 deve ser paga em um caixa automático das 20h15 até as 6h, semelhante a um parquímetro para automóveis, informa nesta terça-feira o jornal alemão "Bild".

Se a "profissional" não apresentar o recibo emitido pela máquina poderá ter que pagar multa de até € 100.

Com essa medida, a cidade de Bonn pretende arrecadar de prostitutas que trabalham na rua os mesmos impostos já pagos pelas que atuam em bordéis controlados e legalizados, informou um porta-voz municipal.

A iniciativa pioneira na Alemanha é baseada na chamada "lei do imposto sexual" da Prefeitura de Bonn, que entrou em vigor neste ano. Essa norma deve trazer aos cofres municipais receita suplementar de € 300 mil anuais.

Os fiscais municipais se encarregarão de verificar se as prostitutas de rua compraram o ticket no caixa automático antes de começar a oferecer seus serviços e poderão multá-las caso não apresentem recibo.

O único caixa automático para pagamento do imposto por prestação de serviços sexuais fica em Immenburgstrasse, ao lado de um sex shop e de um estacionamento público, e possui seis cabines de madeira que poderão ser ocupadas pelas prostitutas.

Hermafroditismo versus Androginia – o físico e o emocional

Hermafroditismo versus Androginia – o físico e o emocional
Oswaldo Rodrigues Jr.
psicoterapeuta sexual
Instituto Paulista de Sexualidade – www.oswrod.psc.br

Estes são assuntos que povoam a fantasia de muitas pessoas. Curiosidades sobre o que é diferente e pouco conhecido. Então é necessário saber o que são estas formas de ser e como compreender cada uma.
Hermafroditismo é uma condição biológica que implica numa mistura de genitais externos e órgãos sexuais internos.
Desde a época da Grécia Clássica, há 2500 anos, reconhece-se que alguns humanos nascem com alguma mistura entre macho e fêmea (algo que nas escrituras judaico-cristã-muçulmanas não existe, limitando a criação a dois sexos: o macho e a fêmea). O termo hermafrodita tem sido usado baseado na figura mitológica Hermafrodito, que era filho e uma mistura de Hermes (o deus grego do comércio e dos ladroes) e a deusa grega Afrodite (da beleza física e do amor).
Um hermafrodita verdadeiro é extremamente raro, isto é, nascer com todos os órgãos internos e externos de homem e de mulher.
O pseudo-hermafroditismo implica em carga genética de um sexo e genitália inadequada com os genes. O mais comum será alguma condição genital intermediária que tem recebido o nome de intersexualidade.
Existem desde causas genéticas a exposição inadequada a hormônios nas primeiras semanas de desenvolvimento do embrião.
Um exemplo de como isso pode ocorrer pode ser feito com coelhos ou bois quando se deseja que os filhotes nasçam machos, independentemente da carga genética, se injetarmos testosterona nas mães recém emprenhadas, teremos machos nascendo. Dependendo das variações individuais e possíveis condições de produções hormonais, podemos ter variações da expressão física genital dos nascituros.
Algumas doenças associadas a questões genéticas também produzem pseudo-hermafroditas, com genitália ambígua.
Para as pessoas que nascem com esta condição é a tendência em nossa cultura é ter um diagnóstico logo ao nascimento e buscar adequação genital de acordo com as melhores possibilidades para que seja o filho criado conforme o genital possível.
Nossa cultura não sabe administrar estas condições intermediárias sem reduzi-las ao binômio conhecido: macho-fêmea.
Uma pessoa que nasce com os genitais de ambos os sexo nem sempre vai poder escolher a que sexo pertencer. Esta seria uma condição muito difícil de ocorrer. Ou a modificação genital ocorre nos primeiros meses de vida, ou a pessoa é criada dentro de um padrão masculino ou feminino que na média conduzirá a decisão pela forma na qual foi criada.
- Um hermafrodita pode ser fértil?
Esta é uma pergunta e uma fantasia de muitas pessoas. Um hermafrodita não pode ser fértil. Os órgãos reprodutores não se desenvolvem adequadamente, o que impede de produzir gametas (espermatozoides e óvulos). Existiu apenas um descrição não confirmada no começo do século XX, e que parecia mais uma confusão de nomenclatura naquela época.
Uma pessoa verdadeiramente hermafrodita também não fará sexo consigo mesma, se não da mesma maneira que as outras pessoas, pela auto-erotização e masturbação.
- E a androginia?
O termo androginia se refere a uma condição na qual a expressão social e emocional não é definida a partir dos genitais e mistura o ser masculino e o ser feminino.
Claro que as variações intermediárias são muitas entre os extremos, em especial numa sociedade que não apresenta extremos tão definidos quanto já ocorreu na sociedade ocidental, a exemplo de roupas definindo o ser macho e o ser fêmea.
Uma mulher andrógina tem aparência e expressões sociais e emocionais masculinas em algum grau. No homem andrógino as expressões femininas são aparentes.
Estas pessoas são confundidas com homossexuais, mesmo que não sejam.
Androginia diz respeito às expressões sociais e emocionais e o hermafroditismo diz respeito à constituição genital física, independente das expressões emocionais e sociais (papel social).
O papel social estipulado para cada sexo em nossa cultura é definido pela família imediata na qual a pessoa nasce e por extensão pela sociedade na qual se insere. O papel social é o que caracteriza ser masculino ou feminino, então uma pessoa aprende também a ser andrógina. O aprendizado não é estático nem de modo simplista imposto ao individuo. A interação do individuo com o meio, de modo constante e diário é o que definirá o papel social mas masculino ou mais feminino, a assim também em algum grau de androginia.
Então uma pessoa hermafrodita é diferente de uma andrógina, mas pode ser andrógina da mesma forma que qualquer outro em nossa cultura.

Problemas sexuais masculinos vão muito além de disfunção erétil

Por Natasha Romanzoti em 30.08.2011 as 15:00

Segundo uma nova pesquisa, uma grande porcentagem de homens com disfunção erétil (DE) também sofre de outros problemas sexuais que não podem ser tratados com drogas.
No Brasil, 45,1% dos homens têm disfunção erétil (mínima, moderada ou completa), problema de alcançar ou manter uma ereção.
No novo estudo, os pesquisadores analisaram questionários de mais de 12.000 homens com ligeira a moderada disfunção erétil, envolvidos em ensaios clínicos para um medicamento de ereção.
Os resultados mostraram que 65% dos homens com disfunção erétil são também incapazes de ter um orgasmo, e 58% têm problemas com ejaculação.
Homens com DE grave eram mais propensos a ter problemas mais graves de ejaculação e orgasmo. No entanto, tais problemas também ocorreram em homens com disfunção erétil muito suave. Disfunção no orgasmo foi referida por 26% deste grupo, e disfunção da ejaculação por 18%.
O problema mais comum é a ejaculação precoce, mas outros problemas incluem ejaculação retardada, incapacidade de ejacular e ejaculação dolorosa. Disfunção do orgasmo é definida como ausência de orgasmo.
“Enquanto os medicamentos podem ajudar alguns homens a manter uma ereção, nossa pesquisa sugere que há outros problemas sexuais comuns que permanecem em grande parte sem solução”, disse o urologista Dario Paduch.
“Devemos expandir a definição de qualidade de vida quando se trata de desempenho sexual. Nas últimas décadas, temos nos concentrado em rigidez peniana, com ereção como sinônimo de função sexual normal. No entanto, muitos pacientes dizem que os problemas com ejaculação – como força ou volume diminuídos ou diminuição da sensação de orgasmo – são tão críticos quanto”, argumenta.
Problemas de disfunção erétil são bem conhecidos e tratados, porém, os homens provavelmente não relatam os outros problemas sexuais que têm, de modo que a porcentagem real de homens que sofrem com esses outros fatores pode ser maior. Estima-se que, dos homens com mais de 50 anos na população em geral, 30 a 40% experimentem problemas em relação ao orgasmo e ejaculação.
Mesmo que os homens conversem com os médicos sobre esses outros problemas sexuais, há muito pouco que eles podem fazer para ajudá-los.
Existem drogas para DE muito conhecidas, mas nada para as questões ejaculatórias. Condições como orgasmo e ejaculação são fisiologicamente complicadas de tratar. O Viagra, por exemplo, a primeira droga conhecida para DE, foi descoberta por acidente (foi feita originalmente para tratar pressão arterial elevada).
O próximo passo da pesquisa nesse campo é testar se terapia de reposição de testosterona poderia ajudar os homens que têm problemas sexuais além da disfunção erétil.[LiveScience]

Argentina: Hay 80.000 matrimonios no consumados en el país

Hay 80.000 matrimonios no consumados en el país
29/08/11
Conflictos sexuales. Las consultas médicas de los que no pueden tener sexo con penetración aumentaron cerca del 15% en la última década. En algunos casos el problema puede generar hasta demandas judiciales en la pareja.
PorVICTORIA DE MASI
La importancia de un trabajo sobre el vínculo en terapia

El día que se dieron ese beso largo no sabían que el suyo iba a ser un “matrimonio blanco”. Marisa y Julián se pusieron de novios durante el viaje de egresados, en Bariloche. Esa relación, adolescente, inaugural, duró siete años. Como sus creencias religiosas eran fuertes, postergaron el sexo hasta el casamiento. Y cuando menos lo esperaban, tenían la noche de bodas encima: “Tiré el ramo, nos subimos a una limousine y fuimos a un hotel de lujo. Nos habían regalado esa noche antes de que partiéramos de luna de miel. La deseábamos tanto...”, recuerda Marisa, de 36 años. Pero esa noche no hubo sexo y tampoco durante los cinco años que siguieron. Marisa y su marido llegaban al orgasmo masturbándose: no existía la penetración.
Los matrimonios no consumados, en los que no hay penetración vaginal por un tiempo prolongado después del casamiento, se dan más de lo que se piensa en el país. Según una estadística del Centro de Educación, Terapia e Investigación en Sexualidad (CETIS), unas 80 mil parejas argentinas están atravesadas por este problema sexual. El CETIS monitorea el tema desde hace 21 años y ya evaluaron 453 casos.
En el 64% de las historias, fue la mujer la que manifestó que no quería o no podía ser penetrada .
Algunos matrimonios guardan el “secreto” durante mucho tiempo y lo sufren, pero en silencio. Otros, van a consultar recién cuando desean tener hijos y se dan cuenta de que, sin penetración, es imposible. Pero también están los que terminan con la anulación del matrimonio , como sucedió hace poco más de una semana en Rosario luego de que la esposa planteara en la Justicia que su marido era impotente y que así no podrían tener hijos. En el fallo, el juez de Familia Ricardo Dutto aseguró que los estudios indican que la mujer tiene “su himen intacto” y que “goza de plena aptitud sexual, de lo que se infiere que su cónyuge padece impotencia coeundi”. Esto significa que está imposibilitado de realizar el coito aun cuando existen todos los elementos para tener una erección. Según el varón, que negó padecer una disfunción eréctil, “antes y después de casarse se masturbaban mutuamente y sí había sexo oral, pero no penetración”.
El conflicto de base es que “el matrimonio blanco” no sólo bloquea la sexualidad de la pareja sino también el acceso a la maternidad y paternidad. Eso precipita la visita al especialista.
Según Juan Carlos Kusnetzoff, médico sexólogo y director del Programa de Sexología del Hospital de Clínicas, tanto en su consultorio como en el hospital las consultas por este tema crecieron alrededor del 15% en la última década. “Es un tema difícil de tratar. Las parejas vienen con vergüenza, muy incómodos”, señala Kusnetzoff.
¿Cuál es el disparador del acuerdo de no penetración? “Hay causas individuales que en la mujer pueden definirse como vaginismo , que es la contracción involuntaria de los músculos de la vagina, y la dispareunia , que es el dolor en la penetración. En el hombre se manifiesta con la eyaculación precoz y la disfunción eréctil . En ambos pueden presentarse fobias sexuales”, responde León Gindín, sexólogo y titular del CETIS, y autor de un libro sobre el tema junto a Cristina Fridman.
Aunque el “problema” lo tenga uno de los integrantes, ambos validan el síntoma, se acoplan . Por eso el tratamiento, que en el 97% de los casos es efectivo, está apuntado a la dinámica de la pareja.
La ausencia de penetración en los momentos de intimidad de una pareja se vive como un pacto y los convierte en cómplices de una situación cuyo camino es el sufrimiento. Sin embargo, a pesar de que haya un acuerdo de no penetración, estos matrimonios tienen una sexualidad que incluye masturbación, juegos eróticos y caricias, lo que implica el goce. Silvina Valente, médica ginecóloga, sexóloga y miembro de la Sociedad Argentina de Sexualidad Humana (SASH), indica que en algunas parejas en las que no se da una relación sexual completa “es válida la práctica de sexo anal para evitar la penetración vaginal”.
“En un plano inconsciente, la mujer piensa al pene como un taladro que la va a lastimar. En el varón se presenta el temor a la ‘vagina dentada’, que le va a comer su pene. Para llegar a que un individuo experimente ese tipo de fobias sexuales hay que indagar en su educación, en la relación con su padre y su madre, en sus convicciones religiosas, que pueden ser extremas”, suma Elizabeth Rodríguez Floccari, psiquiatra y miembro de la (SASH). E insiste: “ La educación sexual en la escuela es una herramienta fundamental . La información debe ser clara, real y acorde a la edad. Hay mucho desconocimiento del propio cuerpo, sobre todo en las mujeres”.
En una sociedad altamente erotizada, en la que se valora a mujeres y varones de alto rendimiento sexual, hay lugar para preguntarse si los miembros de un matrimonio no consumado tienen relaciones por afuera de la pareja. La respuesta, coincidieron los especialistas, es no. Para Rodríguez Floccari, “es un acuerdo, un secreto compartido, y no es necesario satisfacer el impulso sexual en otros espacios”.